19 de jan de 2011

Reminiscências de uma fase em linha progressiva


A muitos anos, fizemos uma promessa que tentaríamos ser os mesmo apesar das conseqüências e caminhos que nossas vidas tomariam. Perto do lago, eu prometi que nunca te esqueceria, muito menos deixaria de pensar em você e em todos que estão marcados nas veias e artérias do meu coração. Aquele sol em meio a um crespuculo as a versas, um clima meio frio, e o seu perfume a penetrar a minha cabeça como algo tão lindo, que pensei nunca existir algo semelhante, éramos jovens, todos nós, éramos tão jovens.

Cada um seguiu seu caminho em meio as próprias escolhas e desejos, o espírito vivo e a esperança de que tudo poderia dá certo. Uns foram para o sul, outros para o norte, eu preferi seguir até onde o sol se esconde, mas você preferiu ficar, e eu não me lembro ao certo o porquê você não quis vim comigo, talvez a apreensão de deixar aqueles que estão contigo dês de que nasceu, mas não a julgo por isso, você tinha um sorriso muito lindo naquele momento, que de fato, se congelou em minha mente.

Após tudo isso, as coisas não pareciam seguir o caminho que desejávamos, mas a fé em mim permanecia firme a nossa promessa. Com o tempo, paramos de nos comunicar e nos tornamos apenas conhecidos de um cyber espaço, contando apenas o que nos acontecia de supérfluo, incrivelmente me fazia ficar triste, mas não desanimado. As vezes a vida pode ser um bizarro destruidor de sonhos, mas faz a gente crescer de uma forma ou de outra, dependendo do sofrimento. Eu cresci, mudei algumas visões, de formas dolorosas eu até digo, mas outras de formas naturais e outras acredito que tenha sido pelo fato natural da biologia humana.

Investi pesado no que eu pensava e acreditava, mas os outros estão tomados pelo consumo do lucro e nas suas próprias vidas singulares, que cada vez mais fica difícil acreditar em alguém, e a vista das outras gerações me faz crê que elas estão decaindo, engraçado, meu pai pensava o mesmo da minha geração. Será que existe uma queda progressiva de geração a geração ou eu apenas estou ficando velho? Por enquanto não tenho a resposta, mas o sentimento da juventude ainda está e mim.

Tapas na cara, cortes no rosto, braços dilacerados, e alguns ganhos eu volto para te reencontrar e fazer honrar toda a nossa promessa e a de todos daquele momento. Me deparo com uma mulher, um pouco triste e de aparência conformada, e aparenta menos astucia e sagacidade da garota que um dia eu conheci, agora casada e mãe de três filhos. Espanto, mas curiosidade paira no ar.

Após uma conversa, percebo que aquela garota morreu com o tempo, se acostumou com a vida e fez-se crê que o mundo era simplesmente aquilo, não procurou nada mais além disso, só por que não quis sofrer, suas palavras se tornam mais simples, e o seu amor se resumiu a assistência de um lar, a sua assistência se resumia : Desista dessas coisas que não levam a nada.

E como receber um soco no estomago e vomitar todo o sangue que está contido nele, e ainda cuspirem em seu rosto e dizerem, vá para o inferno. As imagens se tornavam mais escuras e sombrias do que a beleza podia acalentar. Chorei em meio a um quarto desolado.

Resolve-se parti, onde não se existe mais aquele que conheceu um dia. Todos mudam, você mesmo muda, mas nem sempre são para melhor. Apesar de tudo eu permaneci firme e acredito que os outros também; bem pelos menos, eu um dia a amei mais que o seu marido um dia quis amá-la, apenas não soube disso e nem precisará saber.

Com muitas coisas mudando, nunca me deixo levar pelo o que não é verdadeiramente seu, apesar dos tapas, eu aprendi a seguir firme, mesmo com sonhos cheio de cicatrizes e feridas, mas sempre esperto, nunca se enganando que os próprios sonhos são o limite das minhas ambições, sonhos demais cegam até a mais pura das intenções.

Chega de remoer o que já não pode ser vivido, que não pode mais ser comprido. O certo a fazer é seguir em direção a um novo rumo, já que o limite da minha existência está o mais próximo da minha morte e esse não é o fim. De volta a luta com as lembranças bonitas daquele verão frio, vivas em alguma parte de mim. Adeus, para sempre.

Ps: Vou dá um tempo na escrita. Um tempo para ler mais coisas, estudar e ter mais idéias e melhorar o jeito de escrever. Até =]

Um comentário:

Makeli disse...

Texto muito bom. Simples, claro, objetivo. Parabéns!!!

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