7 de dez de 2010

Paralelos


Vivendo a mercê de cada tempo, sentindo o despertar de cada dia como se fosse o mesmo de sempre. A modernidade consome visceralmente a minha humanidade. Ser moderno não depende de seguir tendências novas, modeladas em valores comerciais de interesse extremamente lucrativo, não gosto de me sentir reduzido à um cifrão monetário. Nada é o mesmo, e nunca será, o caminho feito é que decidirá o que é deliciosamente comestível ou extremamente indigesto, não vim para agradar, não escolho ser comido e você?

Paralelos de uma vida que somente querem saber da minha produção, da minha carnificina existencial, da minha horrenda pontêcialidade para ambição e compulsão. Não quero, sim não quero, ser mais um moldado na estética pré estabelecida de que, você se tornará isso, logo você terá que seguir esses moldes. Eu espero que um dia, meus filhos, se é que eu sobreviverei muito tempo para um dia pode contar isso a alguém de uma geração mais nova, olhem para seu pai e digam, meu “velho” fez a diferença, não para o mundo e sim para a mim, por que a revolução meu caro, é silenciosa e não ataca inicialmente as massas.

Transformam minha vida em algo bonito, em um belo ideal, mal sabem eles que eu já conheci a medusa que está atrás do espelho e não serei petrificado por isso. Vomitam informações para cima das pessoas, não, NÃO!. Não me peça um paralelo cordial perante isso. Acredito que tudo possua um caminho dual, e alguns até mais que isso, por tanto opto pelo paralelo, esse paralelo. Aqueles que estão subjugados por serem apenas excluídos, aqueles que realmente pensam, aqueles que não tem medo do que possam descobrir, mesmo que isso flagele e dilacere seu coração, por que, mesmo um coração dilacerado, com a sabedoria certa, se regenera como uma fênix que renasce em meio ao caos do momento em que sucumbiu.

Desculpa caro amigo, não queria que isso se estendesse, mas quando pensamos e temos opinião, as palavras deslizam como água de cachoeira, em uma queda sem fim, sem saber o momento de parar e com essas palavras que a você me dirijo, soa um tanto quanto belas assim como a cachoeira, só que ao som de guitarras e berros, e não gotas d'água se chocando contra as rochas.

Espero que você se cuide, e não deixe o trabalho lhe consumir, espero que viva e seja o exemplo de vida que você um dia sonhou pros seus filhos, que se espelhou no seu pai na infância, não deixe o quão belo você possa ser, se tornar vencido pelos sofrimentos da agonia de está nessa instituição que chamamos de mundo moderno. Crie seu paralelo, crie o seu terceiro caminho, ou em linha reta, ou em curvas.

Agradeço, e até algum dia, com as tatuagens e piercings que marcam a nossa vida.





Tradução

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