7 de jun. de 2010

Sk8 simplismente


Quem acompanha esse blog, não sei se dês dos primórdios devem lembrar que fiz um post falando sobre meu começo no esporte radical, que alias foi um dos primeiros post que fiz bem curtinho e com poucas coisas em especial que pode ser conferido clicando aqui.

Bem, já se foi 1 ano de skate. Aprendi, conheci, cai xD, e vi muitas coisas durante esse tempo, onde muitas perguntas foram feitas, sensações foram postas à prova e até mesmo o vigor para continuar com esse propósito. Aprendi muitas manobras, mas não tantas como achei que iria, alias, o skate ocupava uma parcela pequena do meu tempo, já que eu sou dedicado a outras coisas que ocupam muito mais tempo e atenção da minha pessoa. O interessante de tudo isso, que não são as manobras que fazem o skate ser muito prazeroso, apesar de fazer parte também, mas sim os momentos vividos, os encontros com os amigos, os locais que foram visitados e as voltas para casa. Skate é muito mais do que um carrinho, que um tênis legal, manobras bem mandadas e garotas apreciando, skate é ideologia no mais profundo da palavra. Sentimento de nobreza, de está com aqueles que são importantes pra você, compartilhar experiências, ajudar alguém que está começando, incentivar aquele que no momento está pra baixo, e compartilhar o seu skate com aquele amigo que tem muita vontade de andar, mas só falta um empurrãozinho. Saber que você ajudou muitos a seguirem esse caminho, onde o sorriso de uma criança que não tem nenhuma oportunidade de vida, se apresenta da forma mais profunda de esperança e conforto, onde todos são tratados como iguais. Você pode não conhecer um skatetista, mas eles sempre vão se comunicar com você, te ajudar em alguma manobra não muito bem sucedida e, até quem sabe, começar uma amizade.

Muitas pistas visitei, muitas pessoas vi e conheci, e a sensação que me passa é: Skate é mais do que manobras, skate é desvendar a cidade e ver a faceta de cada um desses rostos anônimos, skate é descoberta, skate é companheirismo, skate é vida. Para um universitário da área de psicologia, eu digo que, o skate não vai sair da minha vida tão cedo, mesmo eu não podendo andar o tanto que eu queira, mas no fim do dia, sempre sobra um momento que você possa apreciar e senti o poder que essas rodas e esse pedaço de madeira possam passar.

Para sempre, e até quando eu puder, skate no coração e nos pés.

6 de jun. de 2010

Sonhos


Como jarras de água, essa proteção é frágil e necessita de devidos cuidados para não cair ao chão e espalhar o fluido que lhe potencializa, que lhe guia aos seu objetivos mais queridos. Objetivos que são moldados até o derradeiro encontro com o fato, que mais vira uma massa de intensas transformações, onde o fim dá espaço de importância para o processo. Viver o sonho é fazer o sonho, e não simplesmente realizar, existe frases como, "o processo é mais prazeroso que seu desfecho”, onde a cada fim, surge um novo começo. Sonhos não nos deixam em paz, se é um sonho realizar um sonho, sonho será sempre uma sucessão de sonhos, que se realizaram e morreram em meio a esse caminho.

Objetivos maiores, razões de viver, sentido para o sem sentido, verdade para a anulação desse conceito, ter pelo o que morrer, muitas são suas facetas, por que de maneira sonhadora, você pensa no amanhã, anulando a dura e cruel realidade da sociedade e dos caminhos frios e sangrentos a peregrinar, assim como o homem santo o fez, em algum lugar no tempo. A dolorosa razão de aceitar, que sonhos são apenas sonhos, e sem a frieza da vida, você não entenderia o seu real propósito. Como uma relação de alquimia, você desmonta e o remonta, o moldando a sua necessidade, mas com o mesmo fim.

Falar de sonhos, que são apenas sonhos, de maneira sonhadora é impor suas idéias da forma mais ingênua e pura encontrada, que não poderia deixar de ser através do próprio já estimado, querido e adorável, Sonho.

2 de jun. de 2010

Vê este aluno Burlar, vulgo Vestibular

Próximo de um dos momentos mais decisivos na vida de alguns jovens, ou até mesmo adultos, bate aquela insegurança a respeito se você realmente aprendeu tudo aquilo que deveria para passar, que só será sanada quando a dita cuja prova for resolvida. Quando esse momento passa, outra dúvida surge a mente, que é a indagação de seu rendimento sobre esta prova, ou seja, se você passou ou não. Questões como essas são comuns, e mais comuns são as situações incomuns de candidatos que passam sem nenhum preparo anterior a o dia da avaliação. Geralmente são abafados, ou não possuem muito créditos, já que não fazem parte da média de alunos interessados de determinados cursos e escolas de grande potencial competitivo, então dizem que passar por mera "sorte" é algo muito difícil, ta ai a faculdade que não me deixa mentir, o tanto de gente que passou justamente por causa dessa ajuda praticamente "divina”.

Provas objetivas, geralmente são falhas no quesito de avaliar conhecimento, já que é um puro jogo de probabilidade, e realmente não mede o quanto você sabe, não da forma mais eficiente, já que é feita para uma quantidade imensa de pessoas. Alunos que passam horas estudando, e dão duro para isso, não conseguem esse tão aclamado resultado. Eles estudaram pouco? Não. Então o que deu errado? Não souberam dá conta dos sentimentos, dá pressão, da rotina, dos objetivos, ou poderiam está doentes no dia da avaliação.

É um assunto, digamos, batido até, analisado e visto muitas vezes pelos especialistas, e os próprios alunos, mas isso sempre se repete. Eu já passei por isso, como muitos passam e passarão, e falo de um ponto de vista particular.

Vestibular não mede conhecimento, você apenas é treinado para dá credito a sua instituição de ensino, que mais lhe parece uma empresa altamente competitiva, ta ai os cursinhos que não me deixam negar. Lá, quem ganha é quem acerta mais, não interessa se você estudou e o outro passou o ano curtindo, se ele acertar mais que você no chute, você ta fora e ele dentro. O máximo que pode dizer que alguém realmente estudou é na segunda fase, que está praticamente extinta por causa do novo modelo de prova, baseado inteiramente no ENEM, que nem todas as universidades aderiram. Aproveitando a idéia do ENEM, você pode concorrer a vagas de outros estados, podendo tomar a vaga de alguém menos favorecida financeiramente que more na região e deu muito duro para conseguir aquilo.

Vestibular é um jogo desleal, onde o lema de universidades para todos é mais falso que sorriso de propaganda, onde todo o conhecimento adquirido no seu cursinho e escola não irá servi para quase nada, apenas uma pequena parte. As ideologias estão erradas, e aqueles que estudam pouco, e pelo menos sabem o que querem, vão realmente conseguir entrar ou tentar mais uma vez sem muito sofrer, sem muito se abalar.

Vestibular é um jogo, onde aqueles que sabem driblar esse jogo serão os mais bem sucedidos, afinal de contas, o nosso pais é feito muito disso, infelizmente.

27 de mai. de 2010

Esperança.... musicalidade

Para começo de conversa, esse post não é de intuito motivacional, apenas será de intuito reflexivo. Escrevi essa nota rápida, apenas para alertá-los, já que falarei de algo bem peculiar a esse âmbito, a esperança.

Uma das grandes incógnitas, se não uma das mais intrigantes, até hoje sem explicação causal ou de fácil sentido para muitos e a grande razão de existir para outros, a tal esperança. O quê é ter esperança? É acreditar em algo? E esperar por algo ou alguém? E sentir que alguma coisa pode dá certo? Pode ser tudo isso, ou qualquer um deles.

O que faz você perder a esperança? E a desilusão com o fato inquestionável e sem alternativa que possa acontecer sem o mínimo poder de mudança? E se desiludir com algum ideal, com algum fato, ou até mesmo, com alguém? Ou apenas você perde a esperança, por que não acredita em ilusões apenas na veracidade dos fenômenos pragmáticos e da lógica inquestionável?

E os músicos? Por que alguns deles escrevem tanto sobre isso, clamam tanto sobre isso? Se a vida de alguns vai de mal a pior? Não falo de esperança religiosa, ou qualquer parâmetro divino, já que nem todos compartilham da mesma fé, mas o que faz um compositor no auge da sua desilusão com a vida e a completa perda desse elemento misterioso, inerente a nossa existência, escrever tão bem sobre o mesmo? E paradoxal demais, chegando a ser fascinante.

O sonho de um musico por um futuro melhor, que comoveu gerações na década de 60, foi dissipado em migalhas por alguém que se dizia ser um fã, onde a revolta tomou conta da multidão. O poeta do pendulo, que ficou extremamente chocado como a sua companheira de banda que tratava seus amigos de longa data de maneira tão superficial, fazendo a sua fama a seduzir e esquecer quem realmente à colocou lá, fez uma musica esplendorosa.

E você, o que pensa sobre a esperança? Ou melhor, o que pensa sobre todo esse contexto?






Não consegui a musica The Poet and the pendulum completa, então é só uma parte dela que no total são 13 minutos.


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