28 de abr. de 2010

O Momento

Sentir o amanhã como uma brisa gélida...
Sentir o amanhã como um sopro indiferente
Sentir o amanhã como se fosse hoje, mas sem esperanças...

Um dia importante vivido como rotineiro...
Estalos, melancolias, tristeza...
Um dia importante vivido como um momento triste

Uma tarde inesperada, entrelaçada com a paranóia de que o erro lhe persegue
Uma tarde inesperada, até quando te vi
Uma tarde inesperada, até o momento em que a senti

Um momento vivido, em um dia importante, em uma tarde inesperada, sentindo o amanhã
Um momento vivido, que a tempos não vivia dês de um passado tão distante
Um momento vivido, sentido a cada instante, apenas em olhar em seu olhos cobertos por lápis negro

O momento em que conheci você, o momento em que voltei a crescer
O momento em que me apaixonei por você

O momento... exatamente o momento.

25 de abr. de 2010

Minha plasticidade Niilista

Lendo uns artigos em um blog de Analise do comportamento, que por sinal é muito interessante, me deparei com um post falando sobre Ateísmo. Até então tudo bem, foi onde eu vi que o autor citou diferentes tipos de Ateus, onde um deles era taxado como Niilista. Li com atenção e percebi que já passei por momentos de puro niilismo, e ainda tinha alguns surtos do mesmo. Ps: Não sou Ateu.

Em uma forma grosseira e breve de explicar o conceito de Niilismo, seria a idéia de não crer em nada, pensando se imediatamente em Nadismo. Apesar do conceito, o não crê em nada está mais referente a um ponto de vista ideológico, uma referencia ao o quê não se crê, como por exemplo: Niilismo político( não crê que um sistema político funciona, beirando o anarquismo), Ideológico ( não crê nos princípios da moral) e por ai vai.

Moral, ética... nossa e por incrível que pareça me bate nesse exato momento em que escrevo um tipo de niilismo, que prefiro não o expor até esse instante.

Não crer em nada, desapreciar o valor de moral, de política, ou seja lá qual seja,  me fazem sentir um vazio existencial, como se fugisse da minha própria natureza, de ser quem eu sou, um ser de cultura, um ser embasado em valores artificiais. Sim isso mesmo que você leu, artificiais, por que esses comportamentos, esse jeito de ser e ver as coisas não são naturais, ou meramente biológicos, foram vindos a parti da cultura de seus povos, passados de geração e geração. Apesar do tom meio frio e até mesmo mecânico que isso possa soar, é disso que somos e fazemos sempre, nos sob por a natureza e ao meio e elevar até a área do simbólico, dos valores... Seria então o niilismo uma volta a originalidade do ser humano, ao seu estado "natural" ? Com palavras certas e pensamentos confusos digo que não, apesar de tudo.

Penso que meu niilismo surge da esperança frustrada de acreditar nessa cultura, nessa moral, nessa política, nessa fé, nesse homem. Vivemos um século difícil, de valores sociais dignos, se analisarmos de maneira racional a realidade, e pelo menos eu , sinto que está faltando algo nessa gente alem do próprio vazio existencial natural de cada um. Sinto que meu niilismo vem de decepções, de uma topada na pedra no meio do caminho rumo a algum lugar que não sei qual é, para mim isso soa muito complicado me sentido muitas vezes confuso ou simplesmente achar que não tenho conhecimento suficiente para entende-lo nesse momento onde, a minha impaciência e frustração de ao menos consegui uma luz do problema me consome.

É confuso, e não sei ao certo como defini-la com total exatidão, mas sei que a sinto em alguns momentos, onde a cada dia que vejo, que a fé no homem e no seu potencial de melhorar se desvai por falta de amor ao próximo, ou de simplesmente da falta de compreensão das situações das diferentes maneiras de encarar a vida de cada civilização. Acho que o dinheiro nos matará, ou melhor dizendo, está nos matando. Quem sabe algum dia eu encontre alguma luz para cessar por completo esse sentimento de falta de esperança, mas pera ai... encontrar... buscar... me parece um pouco de esperança na falta de ter esperança... nossa realmente isso me enlouquece xD.

20 de abr. de 2010

Prólogo de um gnomo- contos de Azeroth

Por toda a minha vida eu lutei....
                                     Por toda minha vida procurei....
                                                                    A luz que guiava o guerreiro, foi corrompida....


                     Sua chance de retroceço é minima....
                                             Em pequenos suspiros... no ultimo suspiro...


M'alma é guiada para os confins....
A terra me dará o tão esperado descanço... o descanço do aventureiro...


-Skorth, gnomo errante

(posts que tem como ajuda meu amigo Felipe, então vamo ver como fica)

18 de abr. de 2010

As minhas inspirações

Apesar de ser meio maluco, são de algumas musicas parecidas com essas que tiro as ideias mirabolantes para postar por aqui, apesar de ser muito estranho para a maioria das pessoas. Segue a lista de 4 musicas, que gosto muito. Aprecie,ou deteste xD.









Existem muitas outras acreditem, é uma variedade imensa no mundo do Rock pesado(e leves também). Bem é isso

15 de abr. de 2010

Olhos fechados (para a K)


Pelas batidas do meu coração, eu sinto algo brotar, mas isso não é amor. Tenho medo, tenho medo de sofrer de novo, o amanhã ainda é traiçoeiro para mim, ainda que obscuro eu ando por essa tormenta sem  chuva, de olhos fechados, eu poderia ser livre... Eu poderia ser livre....

Eu sinto algo brotar em meu coração, mas ainda não é amor. Imagino como possa ser, aquele que tenta perfurar a minha barreira de gelo e cascalhos, tão corajosa o quanto, já que muitos tentaram e não conseguiram, me sinto só, mas não busco ninguém... Conscientemente.

Eu sinto algo brotar em meu coração, mas não sei o que é. Através de linhas onduladas, de uma maneira espetacular, estou me deixando amolecer, minhas barreiras tentam ao máximo resistir, mas parece ser em vão, entre espelhos vejo meu rosto, cheio de lagrimas que não conseguem sair, a agonia das emoções está voltando... eu estou caindo para talvez levantar?

Jeito contagiante, meigo, de forma indescritível me afoga em um mar que a muitos não via por aqui, tudo estava seco há tempos atrás, só que, novamente ele voltou. Feche meus olhos, feche minha capacidade oprimida pelo medo, acabe com  o meu silêncio quase que perpetuo. Meu coração parece ver coisas que minha razão não consegue enxergar, olhando para o céu vejo as nuvens cinzas dos dias que virão, mas desta vez existe chuva, você me parece tão bela a ponto de me hipnotizar e me tornar um ser a mercê do seu encanto, suas palavras acalentam meu coração, um coração em processo de transformação

Eu fecho meus olhos, e perco a mim mesmo novamente, parando e voltando do caos de fantasmas do passado. Eu sinto algo brotar em meu coração, é agora acho que é amor. Sozinho, e ao mesmo tempo junto, você é algo que transcende as palavras mais bonitas, confundidas em um sentimento, você é meu ponto fraco, você é quem eu quero nesse momento para a minha vida, meu remédio e meu vicio. Você é o que quero para mim nesse momento...

Musica que em minha opnião combina com o que foi dito.

14 de abr. de 2010

Steve Jobs: Você tem que encontrar o que você ama

Nossa esse texto mecheu comigo, falou muito do que eu penso em relação a vida e me deu muita força para tentar realizar meus planos malucos no futuro, para mim, isso foi mais um acontecimento que me leva a acreditar e retomar questões que eu havia deixado para tras, enfim segue o discurço de Steve Jobs, criador da Apple e da Pixar. Creditos: http://www.psicologiadigital.com/

Você tem que encontrar o que você ama
SteveJobs19_grad_steve
Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de u
ma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?
Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.
Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.
Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo -  expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas – que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo”. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.
* Fonte: Revista Você S/A

Futuramente escreverei algo sobre essa declaração e como vejo esse modo de encarar a vida, que me é muito peculiar.

13 de abr. de 2010

Quando as sentelhas podem se tornar anjos



Ah um tempo atrás, encontrei uma criança jogada ao chão, ela parecia tímida e triste, acho que deva ter perdido sua mãe muito cedo, foi que me veio a mente naquele instante. Olhei ao redor, senti que também não tinha pai, estava só e bem vestida por sinal. Me agachei e olhei em seu olhos e percebi que seu globo ocular estava distante, como se a tivesse transportado para um mundo qualquer que fosse muito longe daqui, parecia sem vida , parecia uma maquina. Não disse nada e me levantei, olhei fixamente para aquela garota, acocada e imóvel, olhei de um angulo diferente, de uma maneira diferente, de uma percepção diferente. Nestas observações vi que estava como um espantalho em meio a um campo, que alias, esqueci de comentar, esse campo não possui gente, nem animais, apenas vultos e estalos que passam ali rapidamente, como se fossem feixes de luz. Tive pena e peguei seu corpo gelado e vazio e a levei para outro lugar.

Dei-lhe comida e um pouco de abrigo, olhei para ela, e mesmo sem saber se me ouvia eu comecei a falar algumas palavras. Falei de coisas parecidas como, levante, se anime, não se deixe abater, coisas típicas e banais para muitos, mas foram essas as palavras ditas. Clichês? Depende do momento, e de como se usa, afinal não preciso explicar isso. Ela chorou muito, dizendo que havia sido abandona por todos, que ninguém a ajudava, acabando assim também desistindo de si mesma, dizendo que meio fora de contexto, que sonhava muito em ser escritora. Ela se afogava em prantos.

Pianos tocavam estranhamente como se fizessem parte de uma trilha sonora surreal, eu realmente não entendi o porquê, mas não liguei.

Ela começou a falar desesperadamente, como se estivesse vomitando muitas coisas que se acumulavam dentro di si, após tudo isso ela parou e voltou a permanecer em silêncio.

Bem, voltamos a conversar, falei que ela deveria lutar mesmo todos sendo contra a ela, já que aquilo vinha do fundo do seu coração, ela havia dito também que sentia que podia ser muito boa, só precisava de um meio para se desenvolver, que precisava estudar mais por se achar insuficiente.

Busque seus meios, se desenvolva da forma que você pensa que pode, haja do jeito que possa lhe favorecer a desenvolver essas habilidades, mesmo que para muitos o pareça incompreensível, e quem sabe dali não saia a sentelha do seu talento, aquela que moldará você através dos tempos guiando para a sua altencidade como uma escritora, já que escrever é doar um pouco da alma, foi o que eu disse. Ela sorriu, mas ainda estava triste. Tremula, ela se locomoveu para um local que costumo chamar de "lugar nenhum", que para mim foi apenas um ato de se erguer, e se ela realmente entender o que eu quis lhe dizer, ela encontrar a verdadeira gloria, e quem sabe assim, se explorando ao máximo se torne o anjo que tanto deseja. Há, já ia esquecendo de me apresentar, me chamo a sua motivação.

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